"Perdeu, playboy
O meu aplauso infantil do mais puro prazer aos seus feitios.
O meu riso desencadeado pelo seu riso porque o meu maior deleite era ver você feliz.
O meu orgulho de entender cada palavra e cada gesto seu mesmo quando não aprovava o que você fazia.
A compreensão imediata do que você queria, pensava, dizia.
A autoconfiança de me atirar em sua direção sabendo que eu jamais cairia sem que seus braços me sustentassem.
O meu colo sempre que você dele precisava.
A minha doçura, a minha raiva, a minha pimenta, todos os ingredientes claros no seu sabor e colocados deliberadamente no caldeirão que partilhávamos.
O alicerce e cada tijolo do que construímos e do que poderíamos ter construído a mais juntos.
A minha fraqueza, a minha força, a minha esperança, a minha paciencia, o meu desespero, a minha perseverança.
As palavras que eu deixei de dizer por medo de ser mal interpretada.
As palavras ditas na hora errada por excesso de confiança que nos unia.
Os poemas que eu fazia para qualidades suas que ninguém elogiou tanto quanto antes de mim.
A empatia que me fazia aceitar cada ação sua.
A entrega que me fazia revelar seus defeitos e cantar suas qualidades.
A confiança que você me deu de lhe resgatar dos seus demônios.
A confiança que eu tinha de que você me resgataria dos meus demônios.
O senso crítico que me permitia rir do seu apego à imperfeição.
O reconhecimento de que você entendia minha alma
O agradecimento de que você era prêmio e dom.
O júbilo por cada momento que vivemos.
O apregoar aos quatro ventos a nossa unidade íntegra e imperfeita.
Perdeu, playboy, o amor, o amor, o amor imenso, imenso, imenso que nós achamos na estrada, que era a prova de que atravessamos muitas vidas para encontrar tal preciosidade. Juntos.
Perdeu. Perdemos. Perdeu? Perdemos?"
Sônia Rodrigues(Minha inspiração)
Nenhum comentário:
Postar um comentário